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My secrets in metaphorical words.
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Sonhava estar num bonde
Onde então eu te encontrava
Quem diria você aqui
Perto de mim, tão longe

Quem disse que tua vida
Não é pra cruzar na avenida
Do meu sobrenome que eu nem lembro mais
Das coisas que não vivi
Ao teu lado

Quem sabe queira me mostrar
O interior do livro tal qual
Só conheço a capa que tapa
A história do teu corpo

E então eu sonhava
E então eu te encontrava
Perto de mim, tão longe
Mas perto de mim

E então eu sonhava
Quem diria você aqui
Perto de mim, tão longe.



zitterberg:

René Magritte, Les Amants, 1928



You’re my, my, my…


Meu porto seguro instável
Tens minha âncora
Mas não queres meu barco
Mandaste-me, então, embora

Sem opções, escolhi ficar
Porém tu decidiste partir
E partiu mais que a minha estrutura
Arrancou-me a âncora

As ondas me arrastaram
As águas me anundaram
Naufraguei-me ao vazio
Longe dos teus laços

Ainda vejo teus olhos
Em meio as águas turvas
Quando o sol aparece
E me aquece com a tua lembrança.




Chegou em mim e me cegou
Pensei que fosse nuvem
Mas era só fumaça
Sumiu com o vento


Nesse novo mundo que desconheço
Fui largado sem endereço
Perdido em meio a rua
Com minh’alma toda nua

Perambulando em círculos
Em meio as navalhas do vento
Acomodo-me e espero os ciclos
Indo e vindo com novos tormentos

Sem um lar, banho-me em chuva ácida
Minha alma, então, logo fica flácida
Cuidadosamente, a vulnerabilidade me abraça
E, com sua faca, ela me ataca

Nesse novo mundo que mal conheço
Deixo rastros com sangue incolor
Tropeçando nos incicatrizáveis cortes abertos
Meu nome vai morrendo, vou me desconhecendo.